Highly Recommeded

Para descontrair, com sotaque português:

e um rockezinho recém-descoberto:

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Vamos falar da cruz

Que me puseram.

Sabe quando o tempo passa e só assim você é capaz de analisar o que passou de forma clara e honesta? A história é mais ou menos de meio ano de culpa, da qual eu me envergonhei imensamente perante aos outros e ao espelho. Uma calvário desencadeado por uma besteira, rock doido de aniversário, seguido de uma mentira deslavada contada por outrém que o porque, até hoje, eu não sei.

É óbvio que eu estou falando de amor.

Pra falar a verdade, há uns dias atrás, eu ainda nem tinha percebido que esse sentimento estranho e vergonhoso era culpa. Pensava nele como uma angustia, aperto no peito, porém um acontecimento chave aqui, outro acolá e pimba! Você liga os pontos e descobre que nem culpa era, mas sim o sentimento de culpa que lhe creditam. Se você já leu um texto ou dois desse blog aqui, já notou que minha vida amorosa e Bagdá competem no número de mísseis pelos ares. Além disso, consigo ter meu ponto fraco no mesmo lugar do meu ponto forte: no amor. Se eu estou amando e sou correspondida, sou a pessoa mais sensacional que o meu umbigo já viu. Se dá tudo errado, sou o ser humano mais indesejável, durante alguns dias, depois pioro, melhoro, pioro e volto a me bastar sozinha até que eu encontro o novo grande amor da minha vida. Nesse processo de vai e vens, é que tá o problema, fico vulnerável e deixo que estuprem minha honestidade e dignidade.

Mas, bem, voltei aqui para falar da cruz. Agora, a história, de depois de meio ano é a seguinte: a tal culpa, que me fez colocar os pés pelas mãos e me afogar em lágrimas é, na verdade, fruto de conexões bizarras que meu inconsciente fez. O rapaz, que, no caso, não é o amado, ouviu coisas erradas (inverdades) e resolveu reproduzir isso contra a mim, assim, cruel mesmo, sem motivo algum. O rapaz é uma pessoa importante na vida do amado. Resultado? Fiquei eu entre a espada e a cruz: expor os fatos, limpar minha barra e colocar um amigo contra o outro ou calar a boca e fingir que eu não sei de nada e, por isso, assumir a tal culpa. Abri mão do amor, que já estava desgastado mais do que o suficiente, em prol da segunda opção. A única coisa que eu não sabia era que esse sacrfício ia voltar na minha cara. Fica o conselho: nunca aceite uma culpa, sem antes refletir muito sobre.

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The Sixtyone

Além das habituais recomendações do Last.fm, faz bastante tempo que eu uso o thesixtyone como fonte de descobertas musicais. A plataforma cavuca as garagens do mundo atrás de bandas e artistas incríveis que ainda não estão sob às luzes dos holofotes. O tipo de música disponibilizado é uma salada de indie-rock-folk-hipster-elctro-experimental-do-caralho, uma coisa meio indefinida, mas que sempre segue essa linha de “alternativo desconhecido”.

Sobre a parte visual e operacional, o 61 também é impecável. Basta alguma coisa ter uma proposta de design limpa e criativa, que me conquista. so assim fácio. Logo que você entra no site, sem pedir licença, ele despeja uma canção nova.  Junto com ela, no background da página, uma imagem fixa do artista/banda. Ao longo da música, caixinhas rotativas com informações a respeito do que você tá ouvindo vão surgindo, tais como agenda de shows, histórico, curiosidades, etc.

As abinhas interativas permitem que o ouvinte comente, curta (facebookfeelings), compartilhe em redes sociais e comente. Outra coisa que ainda é bem inovadora é o manuseio com as teclas de seta, é issoaê, não gostou? Dá-lhe pra direita. Quer ouvir de novo? Dá-lhe pra esquerda. Existe também a opção de montar o playlist de acordo com o seu humor: mellow, party, happy, trippy, crazy, smooth, sad, rocky, love, funny, remix e covers.

Em suma, o sisteminha é uma novidade boa para quem gosta de descobrir  peripécias musicais mundo afora.

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Bliss

Somewhere – trailer do filme novo da Coppola ;-)

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Like a bird in the wire

Despedi o grande amor de mim
Dizendo assim: grande amor
Não se esqueça de voltar
Porque a dor do amor que teve fim
Que foi ruim, sei que sim
Outro amor há de apagar
E há de ser sempre assim:
Minha casa aberta
E na mesa posta um talher a mais
Um cinzeiro a mais
E no seu lugar a mesma mulher a esperar
A mesma mulher pronta pra dizer
Entre, por favor, quando alguém surgir
Quando alguém chegar
Pode ser o amor, pode ser a dor, pode ser…
Preciso ter muitas rosas para receber
O grande amor
Quando for
Sua hora de voltar
Vinicius de Morais – Marília Medalha

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Quase não sobra nada

Eu não sei o que é pior, o fantasma de ser fucked up ou a saudade.

É foda quando você é assim, sabe? Sentimento da cabeça aos pés. Ser fadado a amar mais do que cabe, mais do que as pessoas estão preparadas para receber. Você assusta, depois você acostuma (mal), aí você constrói um castelo de dois, peça por peça, cuidadosamente.

E é o seguinte: para você o fim é quando o amor apodrece e não quando aparecem as incompatibilidades. Você luta e dá o sangue para que essas diferenças se transformem em semelhanças, em novas experiências. Principalmente, você sonha e faz planos. Você perdoa e vê sempre o lado bom das coisas. Abaixa a cabeça e fecha os olhos para um monte de convicções. Tudo por que, para você, o amor é maior do que tudo isso.

Você ensina e quer ao máximo que ele dê certo.  Sente orgulho nos pequenos êxitos, uma coisa meio maternal. Defende com unhas, dentes e gritos, enquanto o mundo se volta contra a você e sua maré de insanidades.

Depois de uma alegria e dez mil decepções, você, finalmente, vai descobrindo que não é bem assim. Você defende algo que não é o que você acredita, se torna hipócrita. Sem querer. Embora seja digno, pois foi por amor.

Inevitavelmente, o castelo vai desmoronando. E na sua cabeça doentia, ainda existe esperança por que existe vida! Esse ponto é o mais perigoso – cegueira. Simplesmente não consegue enxergar que, a partir de agora, você é carta fora do baralho, não deu certo e isso a-c-o-n-t-e-c-e.

Uma mensagem para você: existe um amor que veio antes. O amor próprio. Aquele que você esqueceu, quando aprendeu como é bonito “abrir mão” de certas coisas em prol de outras e com isso, se encantou quando descobriu que o mínimo ser humano é dois deles.

Mete os pés pelas mãos e, finalmente, consegue o que tanto queria: o amor – próprio – apodreceu.

O castelo que deve ser construído agora é o individual, só seu. E nele você guarda seu ego, coração e orgulho na torre mais alta, onde nada nem ninguém vai feri-los.

Se você é assim como eu, senta aqui e toma um café.

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mistaken

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Highly Recommeded

Band Of Horses – The Funeral

William Fitzsimmons – So This is Goodbye

Chris Flew – The Truth About Cats + Dogs

Logo três! Por que hoje eu inspirada :P

Vale a pena baixar essas versões, os vídeos estão com uma qualidade meio estranha. Quem quiser me pede por e-mail :P

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Music saves

Uma das coisas que mais me faz falta da época que morei em Montréal são os shows. O calendário abarrotado de bandas sensacionais me fazia comprar ingressos com dias de antecedência, chegar mais cedo, ficar cheirando o palco, documentar tudo do começo ao fim. Dormia sorrindo, acordava disposta e daí era só alegria!

Não existia problema que não fosse resolvido com uma bela noitada de música boa. Sensação de alma revigorada, sabe?

É interessante e faz bem quando você tem uma ligação forte com alguma coisa e não com uma pessoa. É mais ou menos o meu conceito de arte de modo geral – apego. No meu caso, música. É algo que vou contar até o fim da vida, só vai me fazer chorar quando eu quiser, me faz dançar, sorrir, emociona.

Hoje resolvi passar a tarde com os headphones sintonizados em sites garimpeiros de bandas boas e fells funny. Fazia bastante tempo que não fazia isso.

Highly recommended todos vocês fazerem isso de vez em sempre.

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I can’t feel my legs!

rs.

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