“Have you got any soul?” a woman asks the next afternoon. That depends, I feel like saying; some days yes, some days no. A few days ago I was right out; now I’ve got loads, too much, more than I can handle. I wish I could spread it a bit more evenly, I want to tell her, get a better balance, but I can’t seem to get it sorted. I can see she wouldn’t be interested in my internal stock control problems though, so I simply point to where I keep the soul I have, right by the exit, just next to the blues.”
Dezembro 5, 2009
Hornby would understand me
Dezembro 2, 2009
Um desabafo
Hoje, a minha vontade de escrever é proporcional ao meu sono. Enormes, ambos. Teria que estar adiantando um monte de trabalho, estudando ou mesmo desacumulando o cansaço de dias, mas não. Vim aqui para justificar uma das razões da existência desse blog: cano de escape.
Passei o dia pensando em como o tempo está passando rápido e na quantidade de coisas que está acontecendo ao mesmo tempo em minha vida. Constatei que eu, de fato, envelheci e isso foi resultado da entropia de experiências e acontecimentos nesses últimos dois anos. Agora que eu olho para atrás e analiso um pouco mais imparcial e friamente, posso dizer, sem medo, que eu sou uma pessoa que respira amor. Amo e demando amor em excesso. E foi sobre isso que meus pensamento do dia giraram em torno.
Dos (des)amores que eu carrego, veio junto uma constelação de lições, ensinamentos e analogias. Disso, falo especificamente que tenho uma ferida aberta que arde e lateja de acordo com as luas e me impede, até que seja devidamente fechada, de me expor a quaisquer afetos. Mês passado até rascunhei uma paixonite, o resultado: um fim selado com uma conversa franca, de tão franca que doeu no coitado: “isso que você viu sou eu tentando exorcizar ele e amenizar minhas carências”. Noutra época da minha vida, daria uma desculpa qualquer, um “não tou pronta”, mas não. Depois da agonia e grandiosidade que passei nas terras gélidas do hemisfério norte, fiquei fadada a ser intensa, verdadeira e sentimentalmente prolixa. Esse amor todo ainda existe e duvido que morra tão cedo e arrisco: vai comigo pro túmulo.
Me tornei, porém, uma pessoa conformada e que vive bem com o conformismo.
Sei que é um sentimento estéril, mas perene, não posso amputar meu coração. Deixo ele quieto, palpitando e as vezes quase parando, mas convicta: se não volta, quero um igual. Isso. Ou melhor, quase igual. Não vou mentir, foi tão imensamente bom, que quero de novo e que dure mais, só não quero a parte do coração doente e cheio de fardos. Quero peito aberto e cheio de vontade, livre de amarras do passado.
Antes de mais nada, quero ter certeza que o tempo me ensinou a enxergar minha história de forma honesta e entender que os sentidos da palavra esperança se estendem a outros sorrisos.
Novembro 22, 2009
Highly Recommended
The Seedy Seeds
Conheci a banda no the sixty one, rede social para mega indies. Tem um pouco de last.fm, só que com o intuito voltado unicamente para descobrir novas bandas e músicas, que carregam a caractéristica charmosa de serem, realmente, remotas. Pelo site, também descobri outras bandas muito legais. Vale a pena. Meu user lá, para variar um pouquinho é: dudagueiros
Classificaria o som deles como eletro-folk;
Eles usam umas palavras muito boas nas letras – heartaches é uma delas. Os refrões são extremamente catchy;
The Push é, so far, o meu vício.
Novembro 22, 2009
Já é quase 2010
E hoje eu tive a prova final de que meu corpo desenvolveu um mecanismo novo e mais acelerado para me manter produtiva.
Na metade desse ano, quando voltei para o Brasil, tudo eu queria o seguinte binômio: mente podutiva/ocupada + resultados gratificantes. De fato, eu tenho atingido minhas pretensões, mas como não existe bônus sem ônus, também tenho me privado de necessidades básicas. Hábitos como: ler livros em uma sentada ui, ir à exposições, bibiotecas e livrarias, saídas fotográficas e até mesmo passar horas fuçando a web passaram a ser luxos de alguns domingos esporádicos.
Meu ponto principal nesse breve post é, justamente, a questão fisiológica do negócio. Parece que eu estou produzinho uma quantidade a mais de adrenalina e meu cérebro tem sido capaz de se manter funcionando (bem) durante manhãs, tardes, noites e madrugadas. É uma sensação boa.
Apesar de reclamar de falta de tempo e cansaço, prefiro mil vezes essa correria frenética ao “ócio fértil” – sabem como é né, cabeça vazia oficina do diabo. E além de tudo, reconhecimento e congratulações compensam todas as noites mal não dormidas e olheiras perenes.
Que chegue 2010 para eu ajustar meus horários e entrar em mais um ciclo de grandes mudanças.
Novembro 22, 2009
hallway
Outubro 27, 2009
Customizando Macbooks
Para os macmaníacos e adoradores de design referencial, o vinylville faz adesivos sensacionais para deixar seu macbook diferente, mas sem perder a originalidade.
O único problema é que ele usa o site da Etsy para hospedar seu trabalho. Por mais que o portal agregue artistas incríveis (e eu passe várias horas do meu dia cascavilhando bugingangas), o serviço de monitoramento da entrega deles é péssimo. As únicas duas coisas que eu pedi, não chegaram.
Outubro 21, 2009
Depois de uma coisa tão singela e sincera feito essa, eu até acredito…
—————-
Now playing: Monsters of folk – Map of the World
via FoxyTunes
Outubro 14, 2009
Paula & São Paulo
ela faz parte das minhas pessoas de pote. que eu queria, mesmo, era guardar num potinho e ficar comigo, em conserva.
não a via há pouco mais de dois anos e nesse feriado tive oportunidade de tomar umas cervejas e uns vinhos com a digníssima. e disse: “quero escrever sobre tu, é cheia de peculiaridades desimportantes que me importam, sabe?” “aaah, escreve”
paula é luz, luz pois tem uma câmera fotográfica embutida nos olhos. tira fotos absurdas de lindas e tem um arsenal de câmeras: lomos, holgas, olympus, nikons, kodaks, canons….e seus agregados: flashes coloridos ou não, tripés…
que ela sente com os olhos não me foi novidade, novidade foi o sotaque. MUDOU. completamente, é uma falsa pernambucana que adotou os R, S e E sonoros dos paulistas. estranho, engraçado.
faz desenhos infantis, tem voz infantil, mas coragem de mulher feita. coragem de não se apegar aos corações desvairados que nos aparecem, que eu invejo. coragem de sair do aconchego do mar, para uma cidade de piratas.
queria tua serenidade, paulinha.
Outubro 9, 2009
Partiu?
Fui para São Paulo. E logo mais, Curitiba
Bjs.
UPDATE: depois Rio, ouvir Rock.
Outubro 4, 2009
Apenas o fim
Que eu choro em filme não é novidade, mas que eu choro copiosamente e do começo ao fim, é.
Apenas o fim, filme surpreendente em vários aspectos: fotografia, roteiro, simpatia, cores, simplicidade e por ter sido escrito pelo um mocinho de 21 anos. Desconfio seriamente, inclusive, que o roteiro é mais ou menos parte da vida do rapaz.
O longa é um retrato sincero do jovem que cresceu na década de 90 e absorveu todas as tendências nerds. Antônio é aquele que, nessa época, não era exatamente o mais cobiçado entre as garotas e trocava festas por horas na frente de um video-game ou livros. Porém, por irônia do destino, nos dias atuais, isso foi desconstruído e o valor desses mocinhos foi descoberto e atrai uma legião de mulheres que os tem como imagem de príncipe encantado. Inclusive eu, inclusive ela.
Ela, a mocinha, é uma nerdzinha também, linda de morrer, que por algum motivo (nessa hora eu criei mil e uma teorias) resolve que vai fugir do seu amor eterno e que, mesmo assim, o amará para sempre. Certo que ela tem um sorriso cheio de personalidade que esconde um monte de insegurança….
A genialidade do filme está na decisão dela de lhes dar uma hora, antes da partida, de lembranças, humor referencial e refinado e declarações honestas. E foi aí que a trama se desenrolou com risadas e certeza de uma platéia cheia de corações apertados.
É um fim triste e lunático, mas depois de juntar algumas peças bem escondidas no roteiro, a gente entende a fuga.














