Ounvindo Emmy the Great, uma questão meio bizarra me veio à mente. É possível o indivíduo estabelecer uma cumplicidade imensa com um artista e chegar a um ponto em que todos os trabalhos se encaixem na sua vida ou com o momento que está vivendo?
Alguém, que por sinal é músico também, me disse que isso é extremamente relativo, que quando o compositor escreve ele se transporta para um lugar onde não, exatamente, ele que estar. E, depois pensando sobre, conclui que isso pode ser complexo de alter ego.
A minha opinião é bem rasteira: se eu tivesse direito a um desejo do gênio da lâmpada, seria Emmy tocando aqui na minha sala e depois bater longos papos com ela. Aí sim, tiraria conclusões sobre essa tal de identidade com o artista. Conhecendo a Emmy pessoa e não a música/compositora. Aí, por outro lado penso que se ela for uma completa escrota e, como me disseram, se transforma/transporta para escrever letras tão absurdamente claras e compatíveis aos meus ouvidos. Prefereria ficar com a ilusão.
Óbvio que isso acontece com outros artistas: músicos, poetas, escritores, desenhistas… all that shit. Só que em doses menores.
Aí entramos numa outra questão: o que seria da arte sem cumplicidade disfarçada de comunicação?
Fica aí uma amostra da danada:
Remember me the way you knew me best




3 Comentários
Julho 2, 2009 às 11:27 pm
Como já dizia Fernando Pessoa “O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente” =)
Julho 4, 2009 às 10:36 pm
E ai gata, bora bater um papo no msn?!?! ;D
Julho 4, 2009 às 10:41 pm
BABACA! hahahahaha