Julho 2, 2009...11:04 pm

Identidade

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Ounvindo Emmy the Great, uma questão meio bizarra me veio à mente. É possível o indivíduo estabelecer uma cumplicidade imensa com um artista e chegar a um ponto em que todos os trabalhos se encaixem na sua vida ou com o momento que está vivendo?

Alguém, que por sinal é músico também, me disse que isso é extremamente relativo, que quando o compositor escreve ele se transporta para um lugar onde não, exatamente, ele que estar. E, depois pensando sobre, conclui que isso pode ser complexo de alter ego.

A minha opinião é bem rasteira: se eu tivesse direito a um desejo do gênio da lâmpada, seria Emmy tocando aqui na minha sala e depois bater longos papos com ela. Aí sim, tiraria conclusões sobre essa tal de identidade com o artista. Conhecendo a Emmy pessoa e não a música/compositora. Aí, por outro lado penso que se ela for uma completa escrota e, como me disseram, se transforma/transporta para escrever letras tão absurdamente claras e compatíveis aos meus ouvidos. Prefereria ficar com a ilusão.

Óbvio que isso acontece com outros artistas: músicos, poetas, escritores, desenhistas… all that shit. Só que em doses menores.

Aí entramos numa outra questão:  o que seria da arte sem cumplicidade disfarçada de comunicação?

Fica aí uma amostra da danada:

Remember me the way you knew me best

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